O que esperar do mercado imobiliário no governo Bolsonaro?

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A mudança de um mandado traz, por si só, o desejo de um recomeço, especialmente depois de vários períodos turbulentos do ponto de vista econômico e político, como os que vínhamos experimentando no Brasil nos últimos anos. Dentro desse contexto, saber o que esperar do mercado imobiliário no governo Bolsonaro pode ser fundamental.

Esse é um setor que vem se mostrando bastante sólido e valorizado no país. Mesmo com as variações que experimentamos, continuou sendo uma alternativa interessante para investidores e, com os novos políticos que estarão à frente das decisões mais importantes da nação, esse cenário pode até melhorar.

Confira o conteúdo a seguir e aprenda um pouco mais sobre esse tema!

O que dizem os especialistas sobre o novo governo?

Um país tão grande do ponto de vista geográfico e tão multifacetado culturalmente exige de qualquer novo presidente o desafio de governar com qualidade não apenas para quem o elegeu, como também para aqueles que não concederam a ele o seu voto, ou seja, é preciso dar o melhor para um povo plural e com inúmeras demandas.

No entanto, os especialistas do setor de imóveis são quase unânimes ao dizer que, mesmo depois de anos de crise e com problemas intensos nos mais variados segmentos da economia, as perspectivas que se apresentam são bastante positivas para quem pensa em investir em imóveis.

O simples fim das oscilações políticas e financeiras já seria suficiente para acelerar as vendas, mas parece que o governo de Jair Bolsonaro é o que tem mais chances de reaquecer o setor imobiliário entre os últimos presidentes, sobretudo considerando a promessa de aprovar reformas edificantes e estar em sintonia com uma agenda liberal.

A remodelação do mercado imobiliário

O próprio mercado imobiliário está se remodelando, e as grandes incorporadoras estão voltando diversos empreendimentos para os nichos das classes B e C, que devem apresentar um endividamento menor e mais facilidade de obtenção de crédito por conta da recuperação da economia e da volta dos investidores no país.

As empresas do ramo estão se mexendo para suprir as necessidades do público brasileiro, trabalhando para a base da pirâmide, que precisa de moradia. Com estabilidade econômica e geração de empregos, há um otimismo natural e, quando essa percepção toma conta das pessoas, o número de vendas se eleva naturalmente.

Isso não quer dizer que os consumidores de alto padrão não serão atendidos. Unidades de luxo e condomínios também devem ter a sua oferta ampliada, até por conta de investimentos estrangeiros que tendem a voltar para o país, uma vez que muitos tinham reservas de aplicar aqui em função das medidas populistas dos governos anteriores.

Qual o preço médio dos imóveis residenciais?

avaliação dos imóveis também sofrerá um impacto importante no país, e os preços devem aumentar progressivamente depois de um período de sucessivas baixas. Os metros quadrados mais caros do Brasil, que estão situados no Rio de Janeiro e em São Paulo, respectivamente. Outras capitais, como Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife e Salvador, por exemplo, também devem experimentar uma elevação na demanda e, com isso, a valorização de suas propriedades. Se houver foco no desenvolvimento da região nordeste, conforme prometido na campanha, suas cidades devem ter ainda mais procura.

Qual o valor do aluguel em imóveis comerciais?

Outra área que deve estar se perguntando o que esperar do mercado imobiliário no governo Bolsonaro é o comércio. Logicamente, esse é um ramo que depende completamente da economia e, por isso mesmo, analistas creem na queda das taxas de vacância e, consequentemente, no aumento dos valores de locação.

As promessas de menos burocracia e de uma agenda muito mais liberal do que a das gestões anteriores atraem o capital estrangeiro e, logo após a confirmação da vitória na corrida presidencial, a Bolsa de Valores já atingiu o seu recorde, mostrando uma boa vontade do mercado com a mudança na presidência.

Se o preço de locação de um imóvel residencial costuma oscilar entre 0.3% e 0.5% do seu valor de venda, em unidades comerciais a coisa é um pouco diferente. Até mesmo por conta da sua destinação e dos riscos maiores de danos, esse percentual é um pouco maior e, normalmente, fica entre 0.5% e 0.8% do preço de venda.

Entretanto, vale lembrar que existem muitas variáveis que compõem o cálculo do aluguel. Na realidade, o próprio mercado imobiliário regula a si próprio e vai precificando o valor por conta dos níveis de oferta e procura do momento. E esse é um conceito ainda mais importante em uma economia liberal, que é o que se propõe a ser feito por aqui.

Haverá valorização dos fundos imobiliários?

Com a valorização do mercado imobiliário como um todo, existe uma perspectiva evidente de que os fundos de investimentos imobiliários apresentem um crescimento no próximo ano, puxados inclusive por conta dos ativos coligados à denominada economia real, como fundos de lajes corporativas e de shoppings, por exemplo.

Esse é um produto que se tornou mais atraente após a vitória de Jair Bolsonaro, que já animava o mercado mesmo enquanto ainda era candidato. As perspectivas de juros mais baixos, de inflação sob controle e de mais estabilidade econômica favorecem o investidor e abrem espaço para uma excelente valorização de ativos.

Até mesmo as gestoras e as administradoras poderão mudar as suas recomendações, estimulando a aquisição de carteiras de fundos imobiliários, que tendem a se valorizar com a agenda reformista prometida e com as propostas do novo presidente e do seu Ministro da Economia, Paulo Guedes, muito alinhadas às necessidades cobradas pelo mercado.

Como você pôde ver, há muito o que se esperar do mercado imobiliário no governo Bolsonaro e esse pode ser o momento perfeito para você cogitar a aquisição de uma casa, um apartamento, um terreno ou mesmo de uma unidade comercial.

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